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Preconceito sobre depressão impede que muitos busquem ajuda.

postado em 9 de set. de 2019 08:28 por Tiago Morandi
Quantas das pessoas que você conhece sofrem de depressão? Se a resposta for “nenhuma”, é possível que existam casos escondidos ao seu redor. Apesar de atingir mais de 322 milhões de pessoas no mundo, a doença – assim como os demais transtornos psicológicos – ainda é um tabu. 

Entre o medo de falar sobre o tema e o preconceito em torno do assunto, muitos dos que convivem com a depressão preferem o silêncio, um agravante para a maioria dos casos. Quebrá-lo, porém, é possível e pode salvar vidas. 


Jovens são as maiores vítimas do estigma

No mês passado, o Ibope divulgou uma pesquisa alarmante sobre a saúde mental no Brasil. De acordo com o estudo, 39% dos adolescentes afirmaram que, caso recebessem o diagnóstico de depressão, não revelariam para os familiares. Também são eles os que mais se matam, tornando o suicídio a quarta maior causa de morte entre os jovens no país e a segunda no mundo inteiro.




Assim, o suicídio entre jovens é o foco da campanha Setembro Amarelo deste ano, que – diante da urgência em abrir o diálogo sobre o assunto – há cinco anos convida empresas, governos e o público em geral a participarem do projeto de conscientização contra o suicídio. 

Para os especialistas na área, o tabu no grupo mais jovem se ancora em vários motivos. “Além do falso entendimento de que a doença deriva de ‘fraqueza’ e, por isso, seria motivo de vergonha, existe a hipótese de que esses jovens não querem preocupar seus pais. Há, ainda, a ideia de que um diagnóstico psiquiátrico poderia retirar da pessoa a sua capacidade de decisão sobre a própria vida, fazendo-a refém daquilo que terceiros decidam sobre sua vida”, comentam.

Em todos os meses do ano é preciso estar atento aos sinais em pessoas próximas e em você mesmo, pois pode ser um grande diferencial no caminhar desta doença silenciosa. O Instagram Setembro Amarelo contém muitos insights bacanas. Ao buscar, inclusive, pelo hashtag “depressão”, a plataforma oferece ajuda e encaminha para o número 188. O atendimento do Centro de Valorização da Vida é feito diretamente por este número.

Se informar é o melhor caminho. Valorize a vida!

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